mães (e pais também)

 

} os arquivos

04/01/2003 - 05/01/2003
05/01/2003 - 06/01/2003
06/01/2003 - 07/01/2003
07/01/2003 - 08/01/2003
08/01/2003 - 09/01/2003
09/01/2003 - 10/01/2003
10/01/2003 - 11/01/2003
03/01/2004 - 04/01/2004
04/01/2007 - 05/01/2007
<< presente

} as mães (e os pais também)

anne
carla
catarina
filipe
isabel
margarida
rosa
rui
...

} os nossos blogs

a ervilha cor de rosa
cochinilha
fetal blog
monólogo
uma vista daqui
waltzing man
...

} O blog

mothern

} e os outros

blog de uma ervilha
loobylu
as desalinhadas
...

} alguns posts

fathern, é possível não ser um?
escolas e infantários
vacinas, registos e burocracias mil
ar livre
a roda das camas
acerca da inteligência

} passear

tempo
parques de monsanto
...

} cuidar

la leche league
...

} grávidas

calendário da gravidez
amigas do parto [.br]
...

} o indispensável

Saúde 24: 808242400

} o contacto

e-mail


sexta-feira, março 12, 2004

 
Ontem também havia crianças nos comboios de Madrid...

{

dito por Rui às 12:59:00 da tarde
}


quinta-feira, março 04, 2004

 
M estava triste quando a fui buscar à escola. Um grupo de colegas tinha recusado brincar com outra menina, excluíram-na, e a minha filha filha ficou triste. Explicou-me o que tinha acontecido e desatou a chorar. A menina não era sequer uma das suas melhores amigas, mas ela percebeu que a exclusão magoa. Eu expliquei-lhe que amanhã já ia estar tudo bem, já todos iriam brincar com a R novamente, etc, etc. Só que de repente apercebi-me que muitas vezes, desvalorizamos aquilo que são os assuntos de crianças, as pequenas querelas, o meter-se com alguém, as pequenas agressões psicológicas como o gozar, chamar dentolas ou camião, que fazem parte do dia a dia na escola. Quando eu andava na escola chamavam-me caixa de óculos (usei desde os 2 até aos 12). Não fosse eu ter uma imagem de mim, já na altura, bem favorável (auto-estima positiva não me faltava, acreditem!) os epítetos poderiam ter tido consequências negativas? Até onde devemos ignorar e não dar importância a estes pequenos factos? Como educar para que todos se sintam integrados e valorizados? Qual o papel dos pais na promoção do bem estar dos filhos entre pares? Aceitam-se todas as sugestões... {

dito por isabel às 1:26:00 da manhã
}

 
A minha filha anda a aprender a divisão. Fico perplexa com a complexidade do pensamento abstracto que exigimos às crianças. Afinal só tem 8 anos. Há uns anos atrás fiquei muito chocada com o facto de numa comunidade de holandeses a residir perto do sítio onde me criei, as crianças só irem para a escola aos 9 anos e recusarem tomar vacinas. Se fossem ciganos, talvez não fossem aceites na escola, mas a comunidade de holandeses, além do capital económico, tinha e tem, um capital escolar formidável, e ninguém ousava contestar as suas decisões. Ora, quanto às vacinas, continuo a achar que era uma atitude que revelava falta de solidariedade social. A vacinação para todos é uma espécie de pacto social que todos fazemos não só para nos protegermos da doença, mas também para a erradiacação dos agentes que as provocam. Já quanto à idade apropriada para pôr os filhos na escola, tenho cada vez mais dúvidas. Em certos dias olho para a menina, sobrecarregada de trabalhos de casa, de actividades, de horários para cumprir, e começo a pensar que faz tão pouco sentido...que são exigências formatadas para um estilo de vida que não é o das crianças. Quero que ela aprenda o logaritmo da divisão rapidamente, mas quero muito mais que ela seja imensamente feliz, que brinque, que tenha tempo para ser curiosa e explorar o que está à sua volta como só as crianças fazem. {

dito por isabel às 12:58:00 da manhã
}