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domingo, setembro 28, 2003

 
Fados e fandangos
Hoje foi o pior dia na nossa relação com o T. desde que ele nasceu. Fez tudo contra nós: birras histéricas à mínima contrariedade, tudo o que está proibido de fazer, não obedeceu a nenhuma ordem, não comeu, testou todo o género de limites, ensaiou confrontações, recusou-se a cooperar em todos os momentos da rotina diária – mesmo para sair de casa, mesmo para voltar, a brincar ou a sério dificultou tudo o que estava ao seu alcance dificultar.
Este dia terminou da única forma que podia terminar: já preparado para dormir, levantou-se para ir buscar um cão de peluche, tropeçou e bateu com a cabeça na esquina de um móvel. Fez um corte profundo na testa que sangrava por todo o lado. Como sempre, recusou deixar-se tratar.
Depois de ele adormecer, meti-me no carro para ir a uma farmácia de serviço, eram 23:30h - comprar adesivo anti-alérgico e pomada desinfectante para a gaze não agarrar.
Lembrei-me do meu pai, e de todas as idas nocturnas à farmácia que o obriguei a fazer – desde chupetas misteriosamente desaparecidas durante a noite até medicamentos para emergências como esta...
Chamei “filho” ao T. pela primeira vez; foi estranho, e num flash passou-me a minha vida toda pela cabeça. Apercebi-me de como o tempo, implacável, vai tecendo os seus círculos, as suas espirais, levando tudo à frente...
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dito por Rui às 11:12:00 da tarde
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quinta-feira, setembro 25, 2003

 
Que nome?

É um assunto que tem trazido muita gente a este blog: que nomes existem e a que regras obedece o registo de um bebé? A resposta está no site da Direcção-Geral dos Registos e do Notariado. {

dito por Rosa Pomar às 9:59:00 da tarde
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segunda-feira, setembro 22, 2003

 
há algum tempo atrás, tive oportunidade de assistir a um seminário onde se falou de desenho infantil aplicado à entrevista clínica em psicologia. depressa me apercebi que o meu cepticismo acerca do assunto era infundado.
resolvi, em casa, analisar o desenho da minha filha. procedi como me tinha sido mostrado: sentadas numa mesa, eu e ela, num momento de calmaria por aqui, pedi-lhe que desenhasse a nossa família. ela, nestas coisas de desenhos, não se faz rogada, e muito prontamente, nos retratou sem que eu fizesse comentários. quando terminou, o desenho estava lindo como é habitual. o pai, o irmão, ela e eu. em primeiro lugar ocupou quase toda a folha, tendo-nos retratado em dimensões relevantes. todos bem proporcionados (uns em relação aos outros). só que havia uma coisa fantástica e reveladora de não sei bem o quê (acho que até sei...): ela estava no centro da folha, tinha umas asas, e estava em cima do irmão (a flutuar, pois se era um anjo com asas), como o irmão é mais pequenote, eu, o pai e ela estavamos com as cabeças à mesma altura!!! ora bem, eu fiquei espantadíssima. no meio do riso e dos elogios ao desenho, perguntei-lhe porque é que se tinha desenhado ali: "porque sou um anjo, vês tenho asas". com muita pena minha, não sei onde guardei este desenho. gostava de mostrá-lo. e da minha análise, o que é que eu vi nisto? talvez achem simplista, mas eu acho que foi uma forma subtil de mostrar que apesar das minhas precauções para evitá-lo, há uma réstia de ciúme por ali... {

dito por isabel às 10:56:00 da tarde
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sexta-feira, setembro 19, 2003

 
um dia destes, durante um incauto zapping o meu filho viu um teledisco dos kiss na mtv. ficou tão maravilhado, que além das pinturas na cara, tivemos que arranjar uma gravação do best of dos ditos cujos. o meu filho revela-se um rocker precoce: imita solos de guitarra (com a voz) e parece que gosta do ritmo. eu cá me conformo, com as preferências dele, a contragosto... {

dito por isabel às 1:46:00 da manhã
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quarta-feira, setembro 17, 2003

 
recentemente, comprei um diário à minha filha. guarda-o ciosamente, mas hoje quis mostrar-me um poema que fez e lá registou. deixo-o aqui (com a permissão dela) só por estar tão orgulhosa (eu)...
"Minha estrela, estrelinha bem linda e doiradinha,
tu és doirada e linda,
brilhantinha que brincas no céu." {

dito por isabel às 12:02:00 da manhã
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terça-feira, setembro 16, 2003

 
acerca do intervalo entre irmãos
quando o meu P nasceu, a irmã ainda não tinha feito 3 anos. na verdade, se tivesse sido uma gravidez planeada, não teria nascido nesta altura (digo eu agora). só que me aconteceu o que acontece tantas vezes: o desmame da menina (aos 2 anos!!) foi uma grande confusão hormonal que se traduziu na gravidez. da minha experiência, o que posso dizer, é que acho que um intervalo entre irmãos pequeno representa um acréscimo de trabalhos e disponibilidade física e emocional enorme. nunca hei-de esquecer, o choro da minha filha na maternidade, sem querer sair de ao pé de mim, incapaz de se conformar por não puder ficar comigo e eu, ainda debilitada do parto, sem a conseguir consolar. devo dizer que os meses que se seguiram até correram muito bem. o P era um bebé maravilhoso, que felizmente dormia lindamente e me deixou com tempo e muita paciência para acompanhar a menina, sem sentir a culpa, tão frequente, de não dar suficiente atenção à irmã. claro que não deixo de me interrogar muitas vezes, se não obriguei a menina a crescer mais depressa ou se, na questão da equidade, não serei às vezes mais exigente com ela, que com o mais novo.
só que no dia a dia, vê-los partilhar brincadeiras e cumplicidades, faz-me pensar que ainda bem que tudo aconteceu assim (para mim e para eles) {

dito por isabel às 10:58:00 da tarde
}

 
as aulas da minha menina começaram hoje. o 3º ano, a 3ª professora. muitos pais não gostam da mudança de professores. argumentam, com muita razão que a mudança de professor nesta idade, exige das crianças uma adaptação escusada e do professor, uma avaliação e conhecimento das crianças, que a continuidade do professor, evitava. pessoalmente, da experiência com a M, não posso dizer que a situação me incomode. no 1º ano, a professora era uma senhora com décadas de experiência, quase uma avó, muito ao estilo da minha própria professora primária. no 2º, uma jovem professora, recentemente saída duma ESE, com óbvias aptidões pessoais para a tarefa. hoje, perguntei acerca da professora, e M que vinha visivelmente impressionada, disse-me: "a minha professora é muito rigorosa", muito satisfeita por empregar uma palavra tão vistosa. e assim começou mais um ano lectivo... {

dito por isabel às 10:38:00 da tarde
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sexta-feira, setembro 12, 2003

 
Regresso...
As pessoas acham estranho que eu diga que agora que recomecei a trabalhar é que estou de “férias”. É uma metáfora, diria o carteiro de Pablo Neruda. Claro...
Mas se alguém acha que passar cinco semanas com 2 bebés ao pé do mar e a visitar a família no estrangeiro, e pelo meio fazer 5.000 km de automóvel são férias, está redondamente enganado. Ser "pai" em férias é um segundo emprego, de sol a sol, das 9 às 9 (outra metáfora...excepto nas horas!).
Ele é ter cuidado com as corridas para o meio da estrada, com as entradas pelo mar a dentro, e depois porque não está a comer nada, e ainda por cima só pede bolos e gelados. Pelo cantar do galo é “papá, papá, papá”, e de seguida os kornflakes pelo meio do chão, depois uma faca na mão, um iogurte rapado do frigorífico que surge um pouco por todo o lado, e ainda por cima não quer deixar as fraldas – devia-se comprar um penico em forma popó. Sabiam que durante 5 semanas a 10 "papás" por dia dá 380 papás no fim das férias? Agora imaginem que são 10 "papás" por hora... o que não anda longe da realidade (e não, não é uma metáfora)!!!
E porque quer regar as plantas da avó, ou porque fez cocó e não há toalhetes, quer o cão mas tem medo dele, depois o vídeo do Babar o rei dos elefantes, e um bolo ou um gelado para acompanhar... e eis que a prima lhe rouba um brinquedo e ele ensaia os primeiros golpes de jiujitsu. A porta que dá para a escada ficou aberta e várias pessoas precipitam-se na sua direcção aos gritos... é uma sorte que ele não caia por ali a baixo só com o susto.
A primeira caixa de aspirinas acabou e ainda só passou um quarto das férias...
Eles adormecem: relembram-se os momentos emocionantes do dia, as novidades: as novas palavras e expressões, gestos e palhaçadas – ele já organiza brincadeiras... não comeu nada, só porcarias, já parece mesmo um rapazinho... alguém tem uma aspirina?
Estão lindos, fantásticos, trabalhámos bem...
Não me lembro de ter estado comigo... por onde é que andei?
Recomeçou o ano lectivo, uma pausa para respirar, revisitar os blogues... tentar acrescentar alguma coisa... eu não tinha amigos antes de me ir embora?
Acordou... quer vir para o sofá da sala... readormece... a chupeta... onde está a chupeta...depressa...!!!
{

dito por Rui às 9:59:00 da tarde
}


terça-feira, setembro 09, 2003

 
já é 1 e tal da manhã e continuo ligada à net há horas via telefone: os remorsos da conta que virá pesam e pesa a hora da mama que já passou (sim, podia desligar, mas é esta sensação que me faz escrever) mas ela está a dormir, e dormir é meio sustento. hoje foi um dia especial, e por isso tinha de o celebrar pesquisando na internet receitas para a minha menina. hoje a ana, farta das minhas tentativas de lhe fornecer através de comida todos os nutrientes necessários, cerrou a boca e voltou a cara a uma colher cheia de uma linda papinha de fruta e aveia, e disse mama! a ana, diga-se, tem 8 meses...e eu, com um sorriso do tamanho do mundo, lá lhe dei a desejada mama...
o desmame deve ser feito, realmente, quando a mãe sente que estão ambos preparados... hoje tive a sensação inversa aquela primeira vez em que a ana comeu uma sopa e não quiz mamar a seguir...
agora vou rápido rápido dar a maminha da noite para a menina que fala dormir com os anjos (e a barriga cheia de leitinho bom) *** {

dito por catarina wheelhouse às 12:48:00 da manhã
}


segunda-feira, setembro 01, 2003

 
Eu queria...

...fraldários nas casas de banho públicas em geral (na Baixa do Porto tive de entrar no shopping da zona para trocar a fralda à E.) e que os ditos estivessem limpos e não tivessem lâmpadas apontadas aos olhos do bebé a ser mudado.

...papas sem leite (para quê dar leite de vaca, modificado ou não, a um bebé que ainda está ao peito?), sem açúcar, sem espessantes, sem aromatizantes (sabem quantos químicos são precisos para fazer um "aroma"?), sem corantes e etc. Aproveito para fazer publicidade às únicas que compro, que são marca EcoBaby mas que só se vendem na BioCoop.

...carrinhos de bebé com o acento à altura da minha cabeça (sim, esta é impossível) e não à altura do tubo de escape dos automóveis (já experimentaram respirar a 50cm de altura do passeio?). {

dito por Rosa Pomar às 10:29:00 da tarde
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há limites no que se diz aos filhos? se eu disser que já dei comigo a vociferar "se soubesse o que sei hoje" (isto quer dizer, pois, não tinha tido filhos) escandalizo muita gente? só que já me aconteceu... depois fico preocupada com a forma como eles percepcionam estas "perdas de controlo verbal" da mãe. na verdade, se eu tenho alguma certeza na vida é que os meus filhos são a minha vida também e o "se eu soubesse" quer mesmo dizer, fazia o mesmo...
{

dito por isabel às 1:29:00 da manhã
}