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terça-feira, abril 17, 2007

 
o que é que aconteceu a este blog??? {

dito por catarina wheelhouse às 7:09:00 da tarde
}


sexta-feira, março 12, 2004

 
Ontem também havia crianças nos comboios de Madrid...

{

dito por Rui às 12:59:00 da tarde
}


quinta-feira, março 04, 2004

 
M estava triste quando a fui buscar à escola. Um grupo de colegas tinha recusado brincar com outra menina, excluíram-na, e a minha filha filha ficou triste. Explicou-me o que tinha acontecido e desatou a chorar. A menina não era sequer uma das suas melhores amigas, mas ela percebeu que a exclusão magoa. Eu expliquei-lhe que amanhã já ia estar tudo bem, já todos iriam brincar com a R novamente, etc, etc. Só que de repente apercebi-me que muitas vezes, desvalorizamos aquilo que são os assuntos de crianças, as pequenas querelas, o meter-se com alguém, as pequenas agressões psicológicas como o gozar, chamar dentolas ou camião, que fazem parte do dia a dia na escola. Quando eu andava na escola chamavam-me caixa de óculos (usei desde os 2 até aos 12). Não fosse eu ter uma imagem de mim, já na altura, bem favorável (auto-estima positiva não me faltava, acreditem!) os epítetos poderiam ter tido consequências negativas? Até onde devemos ignorar e não dar importância a estes pequenos factos? Como educar para que todos se sintam integrados e valorizados? Qual o papel dos pais na promoção do bem estar dos filhos entre pares? Aceitam-se todas as sugestões... {

dito por isabel às 1:26:00 da manhã
}

 
A minha filha anda a aprender a divisão. Fico perplexa com a complexidade do pensamento abstracto que exigimos às crianças. Afinal só tem 8 anos. Há uns anos atrás fiquei muito chocada com o facto de numa comunidade de holandeses a residir perto do sítio onde me criei, as crianças só irem para a escola aos 9 anos e recusarem tomar vacinas. Se fossem ciganos, talvez não fossem aceites na escola, mas a comunidade de holandeses, além do capital económico, tinha e tem, um capital escolar formidável, e ninguém ousava contestar as suas decisões. Ora, quanto às vacinas, continuo a achar que era uma atitude que revelava falta de solidariedade social. A vacinação para todos é uma espécie de pacto social que todos fazemos não só para nos protegermos da doença, mas também para a erradiacação dos agentes que as provocam. Já quanto à idade apropriada para pôr os filhos na escola, tenho cada vez mais dúvidas. Em certos dias olho para a menina, sobrecarregada de trabalhos de casa, de actividades, de horários para cumprir, e começo a pensar que faz tão pouco sentido...que são exigências formatadas para um estilo de vida que não é o das crianças. Quero que ela aprenda o logaritmo da divisão rapidamente, mas quero muito mais que ela seja imensamente feliz, que brinque, que tenha tempo para ser curiosa e explorar o que está à sua volta como só as crianças fazem. {

dito por isabel às 12:58:00 da manhã
}


quinta-feira, outubro 30, 2003

 
logo pela manhã lá encaminho os meus filhos para as respectivas escolas. tudo bem, eles gostam da escola, estão bem integrados, têm amigos e aprendem as díficeis artes do relacionamento interpessoal (além dos resto, é claro). nos próximos 20 anos é provável que a vida dos meus filhos continue centralizada à volta da escola. de repente, começo a achar que se calhar, é muito tempo, demasiado tempo. {

dito por isabel às 11:04:00 da manhã
}


quinta-feira, outubro 09, 2003

 
o outro problema alimentar que tenho cá em casa (não é bem um problema, mas enfim) é o apetite voraz do meu P. era um bebé no percentil 25 (os pais e mães sabem do que falo), e agora, aos 5 anos, está no percentil 100 (peso). que fazer? dieta aos 5 anos? cá em casa já não entram bolachas nem refrigerantes, mas quando ele me pede, depois de comer uma tijela de nestum, mais um bocadinho, sinto-me pessimamente por lho negar. {

dito por isabel às 11:29:00 da tarde
}


segunda-feira, outubro 06, 2003

 
a recusa da alimentação, numa criança, é uma das coisas mais perturbadoras que os pais têm que lidar. a minha filha, por ter comido uma maionese, passou dias e dias a vomitar, recusando qualquer alimento, que não água e chá. perdeu quase 5 quilos (o que em 23 que ela pesava, é muito, muitíssimo). um grande tormento para ela, um grande desespero para mim.

{

dito por isabel às 11:29:00 da tarde
}


domingo, setembro 28, 2003

 
Fados e fandangos
Hoje foi o pior dia na nossa relação com o T. desde que ele nasceu. Fez tudo contra nós: birras histéricas à mínima contrariedade, tudo o que está proibido de fazer, não obedeceu a nenhuma ordem, não comeu, testou todo o género de limites, ensaiou confrontações, recusou-se a cooperar em todos os momentos da rotina diária – mesmo para sair de casa, mesmo para voltar, a brincar ou a sério dificultou tudo o que estava ao seu alcance dificultar.
Este dia terminou da única forma que podia terminar: já preparado para dormir, levantou-se para ir buscar um cão de peluche, tropeçou e bateu com a cabeça na esquina de um móvel. Fez um corte profundo na testa que sangrava por todo o lado. Como sempre, recusou deixar-se tratar.
Depois de ele adormecer, meti-me no carro para ir a uma farmácia de serviço, eram 23:30h - comprar adesivo anti-alérgico e pomada desinfectante para a gaze não agarrar.
Lembrei-me do meu pai, e de todas as idas nocturnas à farmácia que o obriguei a fazer – desde chupetas misteriosamente desaparecidas durante a noite até medicamentos para emergências como esta...
Chamei “filho” ao T. pela primeira vez; foi estranho, e num flash passou-me a minha vida toda pela cabeça. Apercebi-me de como o tempo, implacável, vai tecendo os seus círculos, as suas espirais, levando tudo à frente...
{

dito por Rui às 11:12:00 da tarde
}


quinta-feira, setembro 25, 2003

 
Que nome?

É um assunto que tem trazido muita gente a este blog: que nomes existem e a que regras obedece o registo de um bebé? A resposta está no site da Direcção-Geral dos Registos e do Notariado. {

dito por Rosa Pomar às 9:59:00 da tarde
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segunda-feira, setembro 22, 2003

 
há algum tempo atrás, tive oportunidade de assistir a um seminário onde se falou de desenho infantil aplicado à entrevista clínica em psicologia. depressa me apercebi que o meu cepticismo acerca do assunto era infundado.
resolvi, em casa, analisar o desenho da minha filha. procedi como me tinha sido mostrado: sentadas numa mesa, eu e ela, num momento de calmaria por aqui, pedi-lhe que desenhasse a nossa família. ela, nestas coisas de desenhos, não se faz rogada, e muito prontamente, nos retratou sem que eu fizesse comentários. quando terminou, o desenho estava lindo como é habitual. o pai, o irmão, ela e eu. em primeiro lugar ocupou quase toda a folha, tendo-nos retratado em dimensões relevantes. todos bem proporcionados (uns em relação aos outros). só que havia uma coisa fantástica e reveladora de não sei bem o quê (acho que até sei...): ela estava no centro da folha, tinha umas asas, e estava em cima do irmão (a flutuar, pois se era um anjo com asas), como o irmão é mais pequenote, eu, o pai e ela estavamos com as cabeças à mesma altura!!! ora bem, eu fiquei espantadíssima. no meio do riso e dos elogios ao desenho, perguntei-lhe porque é que se tinha desenhado ali: "porque sou um anjo, vês tenho asas". com muita pena minha, não sei onde guardei este desenho. gostava de mostrá-lo. e da minha análise, o que é que eu vi nisto? talvez achem simplista, mas eu acho que foi uma forma subtil de mostrar que apesar das minhas precauções para evitá-lo, há uma réstia de ciúme por ali... {

dito por isabel às 10:56:00 da tarde
}