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sábado, maio 31, 2003

 

e este livro!
your baby´s first year
parece útil, não achas? {

dito por isabel às 1:05:00 da manhã
}

 
Diz T. Berry Brazelton
Como orgãos adaptativos, os seios têm uma capacidade sem paralelo. Produzem a quantidade de leite que o bebé necessita. Depois das mamadas se terem regularizado, num padrão previsível de três em três ou de quatro em quatro horas, ainda haverá dias em que ele quererá mamar de duas em duas horas. Isto representa surtos de desenvolvimento em que as necessidades ficam desproporcionadas em relação ao leite produzido. Mamando mais vezes, estimula os seios a responder com leite mais rico e em maior quantidade.
Quando estes períodos de exigência de mamadas mais próximas se prolongam por uma semana ou mais, e se o bebé já ultrapassou os quatro meses, é altura de pensar em alimentos sólidos. Por volta desta idade, a maior parte dos bebés começa a precisar de um suplemento às mamadas. A Academia Americana de Pediatria considera os quatro meses uma boa idade para dar início aos alimentos sólidos. (...) só depois dos três meses é que o bebé se encontra perfeitamente apto para a deglutição voluntária.
Engolir alimentos sólidos, dados à colher, é para o bebé uma verdadeira transição. (...) Aprender a engolir em vez de sugar, um hábito já familiar, é que constitui o desafio para a criança.
{

dito por isabel às 12:53:00 da manhã
}


sexta-feira, maio 30, 2003

 
Quanto leite?

A verdade é que, três meses passados, nunca consegui estar mais de 20 minutos longe da E. Eu sei que é tontice minha, mas dá-me um aperto no coração só de pensar que me afasto um bocadinho. No entanto, porque por estranho que pareça a vida continua, já me acontece pensar de vez em quando e ainda muito na teoria numa ida ao cinema ou a um espectáculo. A questão é: uma vez que a minha pequenina está (e estará) exclusivamente ao peito, quanto leite é que precisarei de tirar para deixar uma refeição garantida?
Já a pensar nestas coisas, arranjei ontem uma "bomba" com óptimo aspecto mas tantas peças que só me lembra um daqueles electrodomésticos fantásticos para fazer sumo de fruta que acabamos por só usar uma vez por ano, tal é a trabalheira que dá lavá-lo. Depois de praticar a montagem e desmontagem da dita bomba e de uma meia hora de algum desconforto consegui uns míseros 50ml. À hora da mama, a E. provou pela primeira vez e com muito sucesso um biberão e eu tive recordações fortíssimas de brincar às bonecas e da minha irmã pequenina. Claro que a seguir mamou tanto tempo como de costume.
Voltando ao assunto: procurei respostas, mas o melhor que encontrei foi a seguinte forma de cálculo tirada daqui:
A baby will usually consume approximately 2.5 ounces of milk per pound of body weight in a 24-hour period, up to a total of 32 ounces.  For example, a 12 lb. baby will need a total of about 30 oz. of milk in a  24-hours period, which equals about 3 to 3.75 oz. per feeding for 8-10 feedings.

Convertendo, dá 73,93ml por 0,4536Kg de peso cada 24h. Mas será igual para todas as idades? Alguém tem sugestões?

Entretanto, aqui ficam dois links sobre amamentação:
As Frequently Asqued Questions da La Leche League e
O que diz a OMS sobre a amamentação exclusiva. {

dito por Rosa Pomar às 4:07:00 da tarde
}

 
eu ia pela rua com o pedro pela mão
o pedro parou e ficou a olhar um cartaz com a figura horrível de marilyn manson.
pressenti que ficou assustado, perguntou se os fantasmas existiam...respondi que não havia fantasmas, e que aquele senhor era um tontinho que se vestia assim para vender discos a outros tontinhos...
{

dito por isabel às 11:16:00 da manhã
}


terça-feira, maio 27, 2003

 
Ainda sobre o ar livre

Nós ainda estamos na fase sem pés (nem mãos nem boca) no chão. Para já procuramos sítios que as rodas do carrinho possam percorrer sem grandes obstáculos (e descobrimos que em todo o lado há degraus) ou em que as mães (e pais também) de bebé pendurado possam descansar mais ou menos facilmente.

Quanto a jardins fico-me para já pelo Botânico: muito grande e fresco, sem baloiços nem escorregas (e não sei se se pode levar bicicleta), mas também sem vestígios de cão e com mil e uma árvores e plantas para explorar. A entrada dos adultos é paga mas há descontos variados (informações aqui). {

dito por Rosa Pomar às 10:02:00 da tarde
}


segunda-feira, maio 26, 2003

 
sobre parques e brincadeiras ao ar livre

é uma verdade verdadeira (pelo menos aqui em casa), que as crianças precisam de brincar ao ar livre.
quem (como eu) mora num apartamento tem que encontrar locais convenientes para pôr em prática esta crença que enunciei. mas não é assim muito fácil: locais sujos, degradados e ferrugentos, onde o barulho dos automóveis se sobrepõem à nossa voz, onde dezenas de cãezinhos diariamente dejectam, não é propriamente o que eu espero para os meus filhos.
aqui vai uma lista dos sítios que nós gostamos (pais e filhos) e que aprovámos:
para quem mora em lisboa:
a minha primeira sugestão é o parque da serafina, em monsanto. é um sítio lindo onde se mistura a floresta (já lá vimos esquilos!), o cheiro a pinhal, a vista de lisboa e do tejo, os baloiços e escorregas, e outras coisas coloridas próprias de parques infantis. inconveniente é ter mesmo muita gente aos fins de semana, mas podem experimentar de manhã (tem café para pais ensonados)

outro local que gostamos muito é o parque de alvalade (josé gomes ferreira). é basicamente uma floresta dentro da cidade (com aviões a passar na aproximação aeroporto, o que confere um contraste interessante, sem perturbar excessivamente). é um sítio fantástico para caminhar (eu), correr (eles), andar de bicicleta (mariana, a equilibrista das duas rodas)... pais desportistas vão gostar, e os outros também, se bem, que falta cafézinho....

junto ao tejo, costumamos ir até às imediações da antiga central eléctrica ao pé da estação fluvial de belém. aí temos franqueza necessária para jogar à bola, bicicleta e triciclo, lançar papagaios e o que mais apetecer...

podem obter mais informações aqui, e aqui também, muito interessante a merecer visita

aguardo (e preciso) outras sugestões, já que tenho a tendência para não me aventurar muito em locais novos, não vá ter más experiências... {

dito por isabel às 10:48:00 da manhã
}


quinta-feira, maio 22, 2003

 
Vale mesmo a pena ler este lindísiimo post no Mothern (e os outros todos, pensando bem). {

dito por Rosa Pomar às 4:04:00 da tarde
}


quarta-feira, maio 21, 2003

 
Já agora, a página do Apoio à Infancia da Universidade de Lisboa, com alguma informação (moradas, preços, prazos de inscrição). {

dito por Rosa Pomar às 5:39:00 da tarde
}

 
mais sobre escolas e infantários:
queria dizer a todos que o melhor infantário que conheço (e por acaso o único que conheço mesmo bem) abriu inscrições para o próximo ano lectivo (setembro, bem se vê). é o infantário do SASUL (serviços sociais da universidade de lisboa) e destina-se a filhos de estudantes das universidades públicas de lisboa (os da UL têm prioridade) e filhos dos funcionários das citadas universidades (os da UL têm prioridade, tudo bem nós entendemos, afinal o infantário é da UL...)
o pedro anda lá, a mariana andou lá desde os 10 meses.
as instalações até nem são muito boas (por baixo da cantina de farmácia, na av. das forças armadas), mas as pessoas que lá trabalham são maravilhosas, gostam genuinamente das crianças, são carinhosas, são atentas, etc, (alimentação excelente, confecionada lá).
da minha experiência, só posso dizer bem
e a mensalidade é calculada segundo os rendimentos (no caso dos estudantes, muito em conta, comparando com outros sítios!)
funciona das 8h às 18h30m, pára actividade em agosto (mas para os estudantes é suposto que quando há férias escolares, os filhos também façam férias, eu resolvi essa questão remetendo os meus para os avós, em seia, nas férias do natal, da páscoa, etc).
quem estiver interessado, pode ir lá falar com a Isabel (directora, não eu), visitar, fazer perguntas, etc ou ir aos serviços sociais que funcionam no 1º piso da cantina velha, e falar com a dra. Rita, do apoio à infância.

nota: os trabalhos que as crianças realizam lá para aquelas ocasiões como o natal, dia do pai, etc, são lindos, lindos, lindos {

dito por isabel às 3:00:00 da tarde
}


terça-feira, maio 20, 2003

 
Ah! Na Universidade Nova, no Departamento de Musicologia, faz-se "iniciação musical para bébés", gratuita, dos 3 aos 48 meses. Têm um site na net, mas não me lembro muito bem do endereço (acho que é www.bébés.sapo.pt). A escola de Música do Conservatório Nacional, no Bairro alto, desde o ano passado decidiu abrir inscrições para crianças de seis anos para educação musical. As inscrições já passaram, agora só para o ano! Mas também é gratuito e são os melhores professores da Escola superior de Música de Formação musical. Quanto a escolas, aqui no Bairro Alto/Príncipe Real a Adeco da Rua da Palmeira é o máximo. O Simão anda lá desde os três mas também recebem desde 1 ano. É uma IPSS. E também há a lindíssima escola pública do Telhal, a 29, que está num projecto que lhe permite ter turmas pequenas. Tem muitas actividades e é muito organizada. Infelizmente está já cheia para o ano e o Simão não vai poder ir para lá na 1ª classe. Até já. {

dito por margarida às 11:34:00 da tarde
}

 
...o que pensou quando viu o filho pela primeira vez?
Dos primeiros segundos lembro-me sobretudo do calor da pele da Elvira, do macio do vernix e do cheiro bom que vinha dela. E de estar ansiosa por ver-lhe a cara (mais do que por contar as partes do corpo a ver se estavam todas, porque esses medos tinham sido sossegados pelo meu querido ecografista, meses antes). Creio que foi isso que pensei antes de mais (sim, sim, também tive receios tolos): pronto, é linda, está tudo bem, agora é preciso pô-la já já a mamar. Olhando para trás, pergunto-me se o que aconteceu naqueles instantes foi o pôr em prática do que ensaiara mentalmente milhares de vezes ou qualquer coisa de facto mais primária. Não sei, ainda não decidi se acredito no instinto.

Bem-vinda, Isabel :)

Nota: Rui, escreves esse texto para mandarmos ao Paulo Branco?
{

dito por Rosa Pomar às 8:10:00 da tarde
}

 
acontece que fui a primeira, entre amigos e conhecidos, a ter filhos.
talvez por causa disso, habituei-me a dar muitos conselhos e opiniões, com estatuto de veterana.
em todo o caso, nada de "deves fazer assim", ou "não podes fazer isso", ou qualquer coisa do género. nada disso. o conhecer o bebé, a adaptação ao bebé, é um processo único que acontece na "nova família".
no entanto, há toda uma série de questões em que ouvirmos outras opiniões ou partilharmos ideias pode ser muito vantajoso. se alguém me quiser perguntar alguma coisa, os assuntos para que ando activada são os seguintes: conflito entre irmãos (para este tenho pouquíssimas soluções, infelizmente), a televisão (filtrar, censurar, abolir???), o pediatra, os infantários e as escolas, e ainda, redes de apoio (estou a pensar em avós, em alguém que ajude!!!) {

dito por isabel às 4:40:00 da tarde
}

 
acho que devia começar assim, olá sou a isabel, mãe da mariana e do pedro. ultimamente tenho pensado muitas vezes no momento em que vi os meus filhos pela primeira vez. e tudo porque na semana passada estive numa aula com um pedopsiquiatra, que explicava como deveria ser feita a abordagem aos pais durante uma consulta. às tantas, diz ele, "devemos sempre perguntar à mãe o que pensou quando viu o filho pela primeira vez". claro que isto vinha na sequência de outras perguntas, nomeadamente, tentar aferir se o bebé era desejado ou não, etc, etc. só que a mim aquilo fez-me rir interiormente, porque imediatamente me lembrei de quando vi o pedro (meu segundo filho) pela primeira vez. pensei "é igualzinho ao meu pai, vai ter aquele nariz que é marca deste lado da família..." agora rio-me disto, deste pequeno desapontamento (que vergonha!!!) mas durante alguns meses, naquela fase indescritível em que estava completamente apaixonada pelo meu bebé, às vezes olhava para ele e sentia-me culpada, por ter pensado isso... o pedro, que agora já tem 4 anos, além de ser muito bonito, tem uma maneira de ser especial: está sempre muito feliz e gosta genuinamente de interagir com os outros... e quando me dizem que é parecido comigo (por causa do tal nariz...) fico deliciada... {

dito por isabel às 3:44:00 da tarde
}

 
Eu vi, eu vi! Na EuroNews: Uma mini-reportagem sobre um cinema em Hannover cheio de mães (e pais também) com bebés ao colo. Mães (e pais também) a irem ao cinema como normalmente mas com os seus bebés. À entrada da sala até tinham um "mudador" improvisado em cima de uma mesa. Ó Paulo Branco, porque não fazes tu uma coisa destas no Nimas ou no Ávila, nem que não fosse senão um sábado por mês? {

dito por Rosa Pomar às 12:15:00 da tarde
}


sexta-feira, maio 16, 2003

 
Afinal, como é que estas coisas se fazem?
Algumas coisas aparentemente óbvias sobre bebés para mim não foram assim muito. Sobretudo no que respeita a burocracias (segurança social, vacinas, registos), houve coisas em que tive dúvidas e outras que soube mais ou menos por acaso. Por exemplo, não teria levado a E. a fazer o "teste do pezinho" dentro do prazo aconselhado se não tivesse ouvido a uma companheira de enfermaria que o dito devia ser feito entre o 4.º e o 7.º dia de vida do bebé.

Aqui fica uma colecção de links para sites portugueses com informações de estilo burocrático mas que considero úteis:

"Teste do pezinho"
A página pertence ao Hospital da Senhora da Oliveira de Guimarães. Nesta secção do site há também textos básicos sobre assuntos como a amamentação ou o banho do bebé. 

Registo de Nascimento (Infocid)
Quando, onde e como se faz, que documentos é preciso levar, que regras existem para os nomes. Por falar em nomes, sei que existe uma página (oficial) com a lista completa dos nomes permitidos em Portugal mas não tenho a morada. E as modas dos nomes davam de certeza um bom post.

Gravidez e Parto (Infocid)
Algumas informações básicas sobre a gravidez: calendário de consultas e alguns direitos da grávida.
Mais sobre o mesmo assunto no Guia do Utente do Serviço Nacional de Saúde, secção Gravidez e Parto (O que é necessário para ter o parto num hospital do SNS?, O que devo levar comigo no momento do parto?, Tenho direito ao transporte para a Maternidade?, A grávida pode ser acompanhada durante o parto?, etc.).

Saúde Infantil (Infocid)
Calendário de consultas.

Calendário de Vacinação (Direcção Geral de Saúde)

Educação (Infocid)
Calendário escolar, educação pré-escolar, educação escolar, etc. A lista completa da Rede Nacional de Estabelecimentos de Educação Pré-escolar está disponível para download aqui, no site do Departamento da Educação Básica do Ministério da Educação. {

dito por Rosa Pomar às 5:28:00 da tarde
}


quinta-feira, maio 15, 2003

 
Como é bom estar grávida em três quadradinhos (um deles um rectângulo): aqui (por James Kochalka) :) {

dito por Rosa Pomar às 7:54:00 da tarde
}


terça-feira, maio 13, 2003

 
Eles estão por toda a parte II
Ora vejam, uma bola, um brinquedo inocente com que milhares de pais (e mães também) se divertem com os seus filhos:

Pois bem, vejam só o detalhe que descobri um dia destes no parque, enquanto recuperava o fôlego tentando esconder o brinquedo por uns instantes:

Nota: a propósito, ou talvez não, procura-se "Manual de Sobrevivência Para Viagens Longas a Quatro" - de preferência com capítulos sobre casos em que dois têm menos de 2 anos, e os outros dois têm mais de 30; ou então, qualquer obra sobre "Como Evitar Perder-se de Si Próprio Durante Longas Viagens Com os Seus Filhos"; ou ainda "Como Voltar a Reconhecer o Seu Parceiro à Chegada Após Uma Longa Viagem Com Seus Filhos". {

dito por Rui às 9:17:00 da tarde
}


quinta-feira, maio 08, 2003

 
Durante o curso de preparação para o parto que (felizmente) fiz (aliás fizemos), uma das coisas que mais me espantaram foi saber que ia ter de parir (a palavra é esta...) deitada. Não me parecia fazer sentido nenhum e de facto não fez nem faz. Dizia a fisioterapeuta que é assim por ser mais fácil para quem está a "fazer" o parto, i.e., o médico. Hoje encontrei, através de um site de que gosto muito, as recomendações da OMS para partos normais. O documento chama-se Care in normal birth: a practical guide e está resumido no Amigas do Parto.
Vale a pena ver. E exigir. {

dito por Rosa Pomar às 5:28:00 da tarde
}

 
Dói, Dói? Trim, Trim!
Um dia, anos antes de pensar seriamente em ter um bebé, encontrei na caixa do correio a notícia: tinha sido criado um serviço telefónico para atender urgências pediátricas, 24 horas por dia, 7 dias por semana. O folheto perdeu-se mas guardei numa agenda o número (808 242 400), pensando que talvez um dia me fosse útil.
E foi. Todos os bebés - mesmo os bebés mais risonhos e bem-dispostos - pregam sustos. A Elvira pregou-nos um logo no princípio e lembrámo-nos deste número. Confesso que ao ligar não tinha grandes expectativas, mas a verdade é que fui muitíssimo bem atendida. Do lado de lá está uma equipa de "enfermeiros especialmente formados" que, ao contrário do que é habitual nas linhas de atendimento, sabem mesmo do assunto e não nos tratam mecanicamente por "senhora Rosa Pomar". O enfermeiro com quem falei esclareceu-nos e sossegou-nos, depois de ter aberto uma ficha em nome da Elvira para posteriores contactos (que já aconteceram). Para além disso - e este foi o pormenor que acabou de me convencer - é ainda prática corrente deste serviço contactar um ou dois dias depois os pais (ou quem tiver feito o telefonema) de maneira a confirmar que o bebé já se encontra totalmente bem. Afinal há coisas que funcionam.

Nota1: Apesar de ser da responsabilidade do Ministério da Saúde, este número não é referido em parte nenhuma do respectivo site (e coitado do site), inclusive na página de telefones de urgência.

Nota2: Bem-vindo, Rui :)
{

dito por Rosa Pomar às 12:15:00 da tarde
}


quarta-feira, maio 07, 2003

 
Fathern, é possível não ser um?

Tenho ouvido vários comentários, mais ou menos sérios, sobre a minha prestação como pai. Normalmente não me identifico com eles, particularmente com aquele que me define como "babado" (que horror...), e chegaram já a chamar-me de "pai galinha" (sorry...?).
Quando sabem que mudo algumas fraldas aos meus filhos, que de vez em quando eles vomitam em cima de mim, que passo algumas horas por mês a apanhar comida do chão, e que não são raros os dias em que tenho de dormir num quarto à parte, os comentários não sobem de nível: não faço mais do que a minha obrigação, ou então, "azar"...!
Mas, felizmente e acima de tudo, há um sentimento generalizado de que pertenço a uma nova geração de pais dedicados e afectivos, ou de pais "especiais", por oposição a outras gerações, provavelmente com prestações não tão conforme os padrões de avaliação femininos - isto porque, é necessário sublinhá-lo, só as mulheres formulam juízos sobre a minha prestação como pai.
Nós os (também) pais, e na melhor das hipóteses, limitamo-nos a um breve reconhecimento mútuo, normalmente através de um sorriso discreto e mudo de cumplicidade, face aos sinais óbvios de paternidade mais ou menos recente, como as típicas barbas por fazer e os cabelos desalinhados (as olheiras são facultativas...).
Mas, um pouco à margem de tudo isto, cresce de dia para dia, entre motherns e fatherns, uma cumplicidade bonita e salutar. Além das competências básicas domésticas, foi-me reservado a lúdica actividade de comprar as revistas sobre bebés nos hipermercados, registar-me em todos os sites de puericultura da internet, sendo também eu que fiscalizo, meço e interpreto, cada som, cada piscadela de olho, e cada expressão ou gesto da nossa pediatra. Ora como é que poderia sobreviver de outra forma senão como fathern... é possível não ser um?
{

dito por Rui às 8:46:00 da tarde
}